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| Mariano Gago anunciou na Horta projecto de investigação do mar profundo |
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Mariano Gago, que falava na inauguração das novas instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores, em 9 de Janeiro e salientou que este novo projecto pretende ser também um desafio aos investigadores deste pólo universitário, que se dedicam ao estudo dos recursos biológicos marinhos. “O potencial das profundezas é tal que justifica um programa específico desta natureza”, afirmou, salientando que se trata de um projecto que se pretende “aberto e competitivo” para atrair investigadores de todo o mundo. Mariano Gago admitiu que este programa possa trazer para Portugal escolas e laboratórios internacionais ligados à investigação do mar profundo e ainda residências internacionais para jovens cientistas de diferentes países. Para o ministro, este programa será um primeiro passo para que o país aproveite os recursos biológicos e minerais que estão “escondidos” nas profundezas do Atlântico. Na sua intervenção, Mariano Gago destacou o “invulgar” esforço que tem sido desenvolvido pelos investigadores do DOP, que tiveram “capacidade de chamar colegas, recursos nacionais e comunitários importantíssimos e realizar parcerias com outras instituições”. Por seu lado, o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, defendeu a criação na cidade da Horta de um “pólo de excelência ligado às tecnologias do mar profundo”, que permita aliar “o saber e o prestígio já consolidado do DOP ao empreendedorismo dos seus docentes e bolseiros”. Para Carlos César, além das fontes hidrotermais (recentemente classificadas pela União Europeia como Sítio de Interesse Comunitário), o mar dos Açores “é repositório de uma assombrosa riqueza em recursos com potencial valor económico, científico e cultural, que vão desde os recursos haliêuticos aos recursos minerais, passando pelo rico património arqueológico submerso e pela diversidade dos genomas dos organismos que povoam o mar”. Para o presidente do executivo açoriano, o potencial de desenvolvimento que estes recursos representam precisa de ser “rapidamente apropriado pelos açorianos, sob pena de outros o fazerem”. Fonte: Lusa/AO |
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